1º Comunicação – 2º Publicidade

Primeiro comunicar depois publicitar! Não se pode ser um bom publicitário sem entender como é que as pessoas comunicam. Um bom marketeer ou vendedor não poderá atingir o sucesso sem saber o que os consumidores querem ou gostam.  É a premissa sobre a qual essas actividades se estabelecem. É essa a razão pela qual um futuro publicitário estuda na faculdade cadeiras como: teorias da comunicação, filosofia, sociologia, cultura, pesquisa.

É fundamental entender e perceber os processos de linguagem e o acto de comunicar de uma forma eficaz para diferentes públicos.  As pessoas julgam que todos os publicitários são criativos e comunicativos, mas coisas não são bem assim! Aliás, arrisco-me a dizer que os publicitários são das profissões menos compreendidas.

Antes de se pensar em publicidade, é necessário entender que já existe há muito tempo – antes até dos classificados; que antes do branding, senhores feudais marcavam as suas mercadorias para que não se perdessem no meio da concorrência, o social networking já era algo vital para o sucesso desde Benjamin Franklin. Novidade, apenas os processos e as opções, mas em teoria, tudo já existe há “long time ago”. 

As redes sociais têm sido vistas como as novas galinhas dos ovos d’ouro da publicidade. Andam na boca do mundo, estão na moda, os publicitários querem usar as formulas mágicas da viralização. O problema é que a cada passo surgem novas métricas e metodologias e os profissionais, sem preparação, assim como as suas campanhas, fervilham sem qualquer impacto mediático.

Perceber a comunicação envolve saber que canal utilizar de acordo com o objectivo e o target que se pretende atingir. Significa saber que rede social é rede social, e media tradicional é media tradicional. Todas possuem pontos fortes e fracos e nenhuma faz milagres!! É fundamental um bom planeamento, criatividade, conhecimento e execução impecável.

Os 4 tipos de comunicação

Seth Godin explicou os 4 tipos de comunicação utilizados pelas empresas e agências de publicidade e a conclusão que tiramos de cada um é bem diferente dos restantes.

  • Fale de si apessoas que querem ouvi-lo e que se importam consigo;
  • Pague a alguém que queira levar uma mensagem de uma forma impessoal (publicidade);
  • Pague a alguém falar bem de si, alguém com autoridade e influência. Normalmente vale mais do que publicidade, mas não gera uma grande procura; (Relações Públicas)
  • Fala de si espontaneamente – blogs, twitter e redes sociais. Ao contrários das outras situações poderá ser negativo e não se tem controlo. 

Já li bastante sobre falta de controlo nas novas medias. Vários especialistas já destacaram a importância de se criar produtos e experiências memoráveis que mereçam ser partilhadas. Isto é fundamental fazer. Bill Bernbach dizia que a publicidade fazia um mau produto fracassar depressa porque as pessoas saberiam que ele não prestava, mas, mesmo assim, as pessoas necessitavam de o comprar.  Hoje, basta um vídeo no youtube ou um post publicado num blog respeitável (será partilhado) para o gigante cair. As pessoas falam mal das coisas que nunca compraram, nem sequer usaram, a COMUNICAÇÂO pode ser perigosa! E fatídica quando não se sabe o que se faz.

Saber comunicar é saber usar palavras certas, no tom certo, com elementos visuais que reforcem ou complementem a mensagem, através do canal certo, com um objectivo em mente e deixando sempre espaço para o consumidor decidir.

Falar não é necessariamente comunicar!

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